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Turismo em cavernas ganha impulso com diretrizes para capacitação de guias e condutores
Documento reúne orientações técnicas, pedagógicas e operacionais para aprimorar a condução turística em ambientes subterrâneos

Caverna do Urubu (RN) - Foto: Daniel Menin

Um convite a desacelerar e admirar as nuances da natureza, os sons da mata, das águas e de ambientes que guardam uma biodiversidade rica e multicolorida. Segundo o Ministério do Turismo, em 2024, o Brasil bateu recorde de visitação em áreas protegidas: mais de 25 milhões de pessoas incluíram em seus roteiros esses espaços de beleza única e essenciais para a manutenção da vida. As cavernas também entraram nesse movimento e ganharam novos atrativos, como a abertura do Parque Nacional da Furna Feia e a inauguração da Rota das CaveRNas, no Rio Grande do Norte. Para estimular o turismo sustentável e seguro, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (ICMBio/Cecav) junto com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), lançou a publicação Diretrizes para atividades formativas, voltada para capacitação de guias e condutores de espeleoturismo.

O documento foi construído com base numa capacitação gratuita de guias e condutores de espeleoturismo, que incluiu profissionais que já atuavam na área ou pessoas que desejavam trabalhar com essa atividade. Finalizada no ano passado, a iniciativa certificou mais de 60 alunos. Além dos módulos teóricos, foram realizadas aulas práticas nos parques nacionais de Ubajara (CE), da Furna Feia (RN), Cavernas do Peruaçu (MG) e no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - Petar (SP).

O material apresenta diretrizes técnicas, pedagógicas e operacionais voltadas aos profissionais responsáveis pela capacitação de guias e condutores de espeleoturismo. Seu objetivo é indicar os conteúdos que devem ser abordados para aprimorar a condução turística em ambientes subterrâneos, fortalecendo práticas alinhadas à conservação do patrimônio espeleológico. A iniciativa é resultado de uma ação do Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico Brasileiro (PAN Cavernas do Brasil), e atende ao Programa Nacional de Conservação do Patrimônio Espeleológico (PNCPE).

A ideia é que o conteúdo sirva como referência para instituições públicas, organizações da sociedade civil, empresas especializadas e demais atores envolvidos na formação de profissionais que atuam em territórios cársticos e regiões com presença significativa de cavidades naturais subterrâneas.

“Esperamos que esse material seja capaz de fortalecer a atuação de guias e condutores, assegurando práticas responsáveis, inclusivas e alinhadas às políticas nacionais de conservação. Ao tornar essas diretrizes acessíveis, o ICMBio/Cecav busca apoiar a qualificação de profissionais que atuam no espeleoturismo, promovendo experiências mais seguras, educativas e sustentáveis, além de contribuir para o desenvolvimento local e para a conservação do patrimônio espeleológico brasileiro”, afirmou o coordenador do ICMBio/Cecav, Jocy Cruz.
 

Estimular o conhecimento é a chave para o turismo sustentável

O turismo em cavernas possui grande relevância social e econômica, é capaz de gerar emprego e renda, especialmente em comunidades com poucas oportunidades de desenvolvimento. Além disso, os ambientes subterrâneos oferecem experiências de lazer, entretenimento e educação.

Nesse contexto, destaca-se a importância do Plano de Manejo Espeleológico, documento obrigatório para cavernas turísticas, que orienta sobre o uso adequado desses ambientes, prevenindo práticas prejudiciais à biodiversidade local.

Para aproveitar plenamente o potencial dessas áreas, é essencial que guias e visitantes compreendam a fragilidade dos ecossistemas subterrâneos e adotem condutas que permitam a apreciação do espaço sem causar impactos negativos.
 

Sobre o PAN Cavernas do Brasil?

O PAN Cavernas do Brasil?possui 44 ações, que são distribuídas em quatro objetivos específicos, visando cumprir o objetivo geral: prevenir, reduzir e mitigar os impactos e danos antrópicos sobre o patrimônio espeleológico brasileiro, espécies e ambientes associados, em cinco anos. Além disso, contempla 168 táxons nacionalmente ameaçados de extinção, estabelecendo seu objetivo geral, objetivos específicos, prazo de execução, formas de implementação, supervisão e revisão.?


Edição por Rose Cecilia

Data de publicação desta Matéria 06-01-2026
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