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O que esperar de 2026: Resiliência, tecnologia e relações humanas devem marcar o turismo neste ano, aponta Braztoa
Levantamento revela os eixos que vão guiar o ano das operadoras, estimuladas por inovação, capacidade analítica e gestão mais estratégica

Marina Figueiredo, Presidente Executiva da Braztoa. Divulgação

2026 será um ano de movimento, e as operadoras já sabem como navegar por ele, é o que aponta a Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) no estudo que realizou com condução da  SPRINT Dados, um levantamento para antecipar o olhar do setor sobre o que devemos esperar de 2026. Ao responderem à pergunta “o que define o futuro dos negócios das operadoras e agências no ano 2026?”, as empresas sinalizam um cenário de movimento, adaptação e boas oportunidades.

Entre todas as palavras e expressões citadas, resiliência foi a que mais se destacou. Ela reflete a percepção de que 2026 seguirá desafiador e com movimento acelerado de importantes transformações, mas também reforça a força de um mercado que já aprendeu a se reinventar, manter a calma em cenários instáveis e avançar com criatividade e estratégia. Para as operadoras, resiliência será a competência central do ano: adaptar modelos de negócio, inovar para se destacar e manter estabilidade mesmo diante da volatilidade.

Na sequência, aparece um eixo que vem se consolidando de forma definitiva: Tecnologia e IA como motores do futuro. A tecnologia deixa de ser suporte e passa a ocupar o centro das decisões estratégicas, com IA impulsionando personalização, automação de processos, plataformas integradas e ganhos significativos em eficiência operacional. A convergência entre tecnologia e atendimento é vista como essencial para elevar a experiência do cliente e ampliar o valor entregue.

Esse movimento está diretamente conectado a um terceiro ponto de destaque: a personalização como diferencial competitivo. E não qualquer personalização, mas uma entrega escalável, inteligente e humanizada — a combinação de high-tech + high-touch, em que dados, expertise, curadoria e atendimento humano trabalham juntos para criar experiências verdadeiramente sob medida.

Outro tema que surge com força é a necessidade de inovação contínua. As operadoras reconhecem que evoluir faz parte da dinâmica natural do setor — seja ao repensar produtos, ajustar ofertas ou encontrar novas formas de relacionamento com viajantes e parceiros. E, mesmo com tanta tecnologia em evidência, um pilar permanece indispensável: a humanização das relações. Confiança, cuidado e conexão continuam sendo elementos determinantes para gerar valor, fortalecer vínculos e diferenciar cada negócio. As relações seguem baseadas em confiança, conexão e cuidado, elementos que sustentam o valor das operadoras junto aos clientes e parceiros.

Quando perguntamos o que deve marcar o turismo em 2026, o panorama se amplia. O setor prevê um cenário desafiador, volátil e politicamente sensível, que exigirá resiliência e prudência das empresas, que seguem firmes, prontas para inovar, se adaptar e continuar impulsionando o turismo brasileiro.

O comportamento do viajante deve seguir orientado por escolhas mais conscientes, planejadas e profundas, com preferência por experiências transformadoras, regenerativas e personalizadas. Tendências como viagens curtas, destinos nacionais, rotas alternativas menos saturadas e a busca por evitar superlotação devem se intensificar, impulsionando novos movimentos no mercado.

As respostas ainda reforçam expectativas de crescimento e novas oportunidades, estimuladas por inovação, capacidade analítica e gestão mais estratégica.

“Os dados deixam claro: 2026 será um ano de oportunidades, mas também de volatilidade. A diferença não está em prever todos os cenários, e sim em construir capacidade analítica e resiliência para responder rapidamente a eles. Inteligência de dados não é mais apoio — é governança”, comenta Rayane Ruas, CEO da SPRINT Dados.

A leitura das respostas revela um equilíbrio interessante: palavras como desafioincerteza e instabilidade convivem com oportunidadecrescimento estratégico e esperança. O setor se mostra realista, mas otimista — e, principalmente, confiante na própria capacidade de reinvenção.

Em meio a tudo isso, um ponto permanece claro: o fator humano — segurança, curadoria, confiança e acolhimento — seguirá como elemento central na fidelização das relações.

‘Nosso papel é seguir promovendo confiança, inteligência e conexão para que o setor avance com segurança. 2026 será desafiador e exigirá atenção e adaptação, mas também abrirá portas para quem estiver preparado. E seguimos juntos para transformar desafios em oportunidades reais para as operadoras e para o turismo brasileiro — sempre reconhecendo que, em um mundo cada vez mais tecnológico, são as relações humanas, a curadoria e o cuidado que seguem diferenciando o trabalho das operadoras e fortalecendo a experiência do viajante” comenta Marina Figueiredo, Presidente Executiva da Braztoa.

Sobre a Braztoa

A BRAZTOA (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) reúne operadoras de turismo e parceiros – de negócios e institucionais. Em 2024, as operadoras associadas à BRAZTOA faturaram R$ 22,09 bilhões e embarcaram 9,81 milhões de passageiros durante todo o ano.


Entidade vanguardista e sem fins lucrativos, a BRAZTOA promove ações e parcerias de apoio à comercialização e que valorizam as atividades empresariais dos associados, também ações institucionais, representando e defendendo os interesses dos associados e do setor junto aos Poderes Legislativo e Executivo, autoridades governamentais, outras entidades do setor, imprensa e mercado, além de estar comprometida com o fomento do setor, apoiando o desenvolvimento do mercado turístico de forma sustentável. 


Ao longo de quase quatro décadas de existência, tem trabalhado com o objetivo de gerar benefícios e valorizar a atuação dos operadores e contribuir para o fortalecimento do setor, reafirmando constantemente sua missão de inovar e antecipar as demandas de mercado, se consolidando como uma das mais importantes e representativas entidades do turismo no Brasil.


Em 2024, passou a ser uma entidade carbono neutro, comprometendo-se a mensurar todas as suas atividades e operações, empenhando-se na redução das emissões sempre que possível e compensando aquelas que não podem ser eliminadas. Essa conquista consolida sua  posição de liderança em práticas sustentáveis no setor de turismo.


Edição por Julia Marques

Data de publicação desta Matéria 08-01-2026
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