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Restaurante Baião traz o melhor do Nordeste para São Paulo

Fotos: Heudes Regis

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O Baião –  Cozinha Nordestina traz o melhor da cozinha do Nordeste para São Paulo.  Nas noites de sexta e sábado e no almoço de sábados, domingos e feriados, há música ao vivo, para ouvir e dançar, em um salão anexo ao principal, onde há um charmoso palco em forma de sanfona.
“Eu vou contar pra você como se come bem no Baião e, se não quiser ler todo o release, nas fotos preste atenção...” 
Tudo bem, tudo bem, o verso (cordel?) que abre esse texto não é tão bom assim, mas a casa que apresentamos é:  Baião – Cozinha Nordestina! O novo restaurante fica à rua Traipu 91, tels: 4306-2078 e 4306-2082, em um ponto que já recebeu restaurantes como a “Pizza na Roça” e a “A Toca”.
A casa encanta os clientes logo ao primeiro contato.  Na entrada, há um enorme boneco de cangaceiro. Logo após uma aconchegante sala de espera e um “quiosque”, onde uma “baiana legítima” faz o acarajé todos os dias, no almoço e no jantar, com exceção das noites de segunda-feira. Logo depois fica o salão principal, com capacidade para 120 pessoas e simpáticos garçons em trajes típicos do Nordeste. Um bar feito com pau a pique e telhas separa o salão principal de uma pista de dança, onde há um palco em forma de sanfona.
Da pista, é possível observar uma organizada cozinha-show. Há também algumas poucas mesinhas do lado de fora, na lateral da casa, e um jardim à frente, do lado direito da entrada, que representa o sonho do nordestino de que um dia exista água e verde em abundância nos nove estados da região. Embaixo, descendo uma bela e colorida escadaria que remete às ruas de Pipa, no Rio Grande do Norte, há outro salão (70 lugares), com cozinha independente, que por enquanto é utilizado para festas e eventos, e em datas especiais, como o Dia das Mães.
O proprietário da casa, José Lourenço dos Santos Júnior, 40 anos, o “Júnior”, é sócio, ao lado do pai (José Lourenço dos Santos, o “Seu Lourenço”), da tradicional pizzaria Paulino, nos endereços das ruas João Ramalho (Perdizes) e João Moura (Pinheiros).  Filho de alagoanos e apaixonado por comida regional, frequentou desde cedo os restaurantes nordestinos da Cidade e sempre teve, segundo conta, “o sonho de montar um restaurante com a comida do Nordeste em São Paulo”.
Antes de abrir o Baião viajou três vezes ao Nordeste para “comer em restaurantes famosos, como o Camarões, em Natal; Parraxaxá, no Recife, e Bodega do Sertão, em Maceió; mas também em pequenos estabelecimentos encontrados à beira do caminho, em cidadezinhas e à beira da praia”. Nas viagens adquiriu também, principalmente em Caruaru, em Pernambuco; e Trancoso, na Bahia, quase toda a decoração da casa, como o porta-guardanapos, que é um lindo carrinho de boi, as luminárias, os jogos americanos (ops!,nordestinos!) e as centenas de bonequinhos com personagens da região.  Destaque também para os nove cordéis que fazem referência a todos os estados da região:  Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, e para as fotografias de nordestinos famosos homenageados nas paredes do restaurante. 
Um dos grandes destaques da casa é o já citado palco em forma de sanfona, homenagem ao seu pai e sócio na pizzaria. “Como ele é sanfoneiro e a música, além da gastronomia, sempre foram meus maiores elos com o Nordeste, esse palco foi uma forma de referência, respeito e agradecimento”, diz Júnior.
A casa abre de segundas às quartas-feiras, das 11h30 à meia-noite; às quintas, sextas e sábados, das 11h30 às 3h; e aos domingos e feriados das 11h30 às 18h. Ou seja: continua atendendo e servindo o almoço até às 18h. “Queremos ser uma boa alternativa para os paulistanos e turistas que não têm horários definidos para comer na Cidade”, afirma Júnior.  A música ao vivo acontece nas noites de sextas e sábados, das 21h às 3h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.  “A música é de qualidade, sempre nordestina, Forró Pé de Serra tocado em um salão separado e no tom adequado, para não atrapalhar quem está no salão principal e quer simplesmente conversar”, diz o proprietário do estabelecimento. Quando não estão os músicos, o som ambiente traz canções do Nordeste de qualidade, também no tom certo, de autores como Luiz Gonzaga, Alceu Valença e Dominguinhos. 
Entre as opções do cardápio, destaque para o Acarajé (feito com massa de feijão, acompanhado de camarão, vatapá, caruru e vinagrete – R$ 16,50); a porção de mini acarajés (seis unidades com camarão, vatapá, caruru e vinagrete – R$ 42,50), os bolinhos (oito  unidades – como de macaxeira com carne de sol, por R$ 24,50; e de camarão; por R$ 28,50; e Maria Bonita e Lampião, com massa à base de macaxeira e recheio com queijo coalho, rapadura e pimenta biquinho, por R$ 24,50); Tapioca de carne seca com nata (R$ 13,50 individual); porções, como Carne de panela com farofa e pimenta biquinho, por R$ 32,00), Chips (de macaxeira, de batata doce ou de batata - R$ 13,50); Enrolado de linguiça (com banana da terra, crocante e molho da casa – R$ 27,00), Linguiça na Cachaça (com cebola roxa, tomate cereja, pimenta biquinho, azeitonas verdes, salsa e cebolinha – R$ 34,00), Sarapatel (R$ 30,00), Combinado do Agreste (carne de sol acebolada, linguiça apimentada, macaxeira frita e queijo coalho empanado e flambado na cachaça – R$ 71,00 – serve de três a quatro pessoas), Ostras (R$ 28,00, seis unidades), Lula a Dorê (R$ 37,00) e Casquinha de Siri (R$ 18,00); Caldinhos, como de Mocotó (R$ 17,50), Sururu (R$ 20,50) e Feijão (R$ 14,00); Salada de Frutos do Mar (com cenoura, batatas, tomate, palmito, ervilhas, cebola e frutos do mar – R$ 55,00 para duas pessoas), Salada de Abóbora Assada com Ervas (mix de folhas, queijo coalho grelhado e castanhas do Pará – R$ 31,50 – serve duas pessoas), Cuscuz (carne de sol com queijo coalho, R$ 24,90; carne de sol com banana da terra, R$ 24,90; camarão, com molho de coco, R$ 26,80; vatapá, com camarão e vinagrete, R$ 25,80; e carne seca na nata, R$ 24,90); Galinha Caipira (acompanham arroz branco, pirão, mandioca, jerimum e batata doce – R$ 58,00 e R$ 32,00), Carne de sol com queijo coalho (acompanham arroz branco, feijão fradinho e farofa paçoca – R$ 90,00 e R$ 58,00 individual), Baião de Dois com carne de sol e queijo coalho (com macaxeira, jerimum e batata doce – R$ 79,00 para duas pessoas e R$ 48,00 individual; com filé mignon o valor é de R$ 95,00 e R$ 61,50),  Rabada (com polenta com agrião e arroz branco – R$ 50,00 para duas pessoas e R$ 32,00 individual), Dobradinha (com arroz branco, farofa e salada verde - R$ 47,00 para duas e R$ 30,00 individual), Buchada (com pirão e arroz– R$ 85,00 para duas pessoas e R$ 53,00 individual); Arrumadinho (feijão de corda, vinagrete, farofa e carne de sol – R$ 69,50 para duas pessoas e R$ 47,50 individual), Moqueca de Camarão e Peixe (acompanham arroz branco, pirão de peixe e farofa de dendê – R$ 150,00 para duas pessoas e R$ 91,00 individual), Bobó de Camarão (acompanham arroz branco, pirão de peixe e farofa de dendê – R$ 165,00 para duas pessoas e R$ 97,50 individual), Camarão no Coco (com arroz de manga e salada verde – R$ 160,00), Ensopado de Bode (acompanham arroz branco, legumes e farofa de dendê – R$ 85,00 para duas pessoas e R$ 40,0 individual); Bode na brasa (com arroz, farofa e feijão fradinho – R$ 90,00, para duas pessoas), Pintado enrolado na folha de bananeira na brasa (com farofa de banana, arroz branco e vinagrete – R$ 98,00 para duas pessoas) e o Peixe assado inteiro (com macaxeira cozida, arroz, feijão fradinho e vinagrete – R$ 130,00 para duas pessoas). Os pratos são muito bem servidos, sob o comando do chef maranhense Joílson Andrade.  
De segunda a sexta no almoço há opções de pratos executivos, diferentes a cada semana (com valores que variam entre R$ 25,90 e R$ 49,90. Com sobremesa (Quindim, Bolinho de chuva com doce de leite de rapadura e pera ao vinho, há um acréscimo de R$ 3,00), além dos pratos normais da casa. O cardápio executivo muda todos os meses.
Entre as bebidas, um muito bem tirado chope Brahma claro (R$ 7,70) e Black (R$ 9,50) em lindas canecas com o logo da casa (repare na original chopeira, que lembra a saia de uma baiana).  Muitas pessoas também pedem cervejas, que chegam em cumbucas com gelo. A boa Carta de Vinhos e Espumantes traz interessantes sugestões de harmonização com os pratos, petiscos e sobremesas. E todos os vinhos são produzidos no Nordeste do País, na região do Vale do Rio São Francisco. Há boas opções de drinques, como a Dedo de Prosa (cachaça envelhecida, limão, limão siciliano e rapadura – R$ 21,80); Cabra da Peste (frutas verdes - R$ 21,80), Sem Vergonha (frutas vermelhas – R$ 21,80) e Arretada (tangerina, maracujá, pimenta dedo-de-moça e cachaça – R$ 21,80).  Destaque ainda para a Carta de Cachaças, com um bom número de sugestões produzidas no Nordeste, como a Rainha Paraibana, (R$ 8,00) da cidade de Bananeiras (na Paraíba, claro), a também paraibana Serra Limpa, de Duas Estradas (R$ 11,50) e a Gogó da Ema, de São Sebastião, Alagoas (R$ 12,80).  Há mais cachaças da Paraíba e de outros estados do Nordeste, como a Kariri Ouro (Barbalha, Ceará, R$ 7,00), Serra das Almas (Rio das Contas, Bahia, R$ 8,50), Mucuri Prata (Aracaju, Sergipe, R$ 3,50) e Carvalheira Ouro (Recife, Pernambuco, R$ 10,60), além de cachaças de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.
Entre as sobremesas, Mil Folhas de Tapioca (com doce de leite de rapadura e sorvete de cupuaçu ou do sabor que o cliente escolher, com telhado de banana doce – R$ 18,00);  Pudim de Tapioca (R$ 14,00), Torta de queijo coalho com calda de goiabada, R$ 13,50; Cocada branca cremosa (12,50), Banana Real (com massa de pastel, com banana da terra, salpicada com açúcar e canela – R$ 18,00); Ciranda do Baião (petit gateau, pudim de tapioca, churros com doce de leite de rapadura, ganache de chocolate e sorvete de cupuaçu (ou do sabor que o cliente preferir – R$ 42,00 – serve de duas a três pessoas); e sorvete (tapioca, paçoca, abóbora com coco e chocolate – R$ 8,50 uma bola e R$ 15,00 duas bolas). Também chama a atenção o charmoso cafezinho coado na própria mesa, acompanhado por pedacinhos de rapadura (R$ 5,50, individual).
Curiosidades
*Quando o restaurante foi aberto, o cardápio trazia a Buchada para ser feita apenas “por encomenda”. Mas passou a ser pedida diariamente e se tornou um prato regular. “É pedido pelos nordestinos, mas também por muitos paulistas”, conta Júnior, sócio do restaurante.
*Não é uma cena comum. Mas também não é rara. Muitos nordestinos já choraram ao entrar na casa e ver que estavam em um pedaço do Nordeste em São Paulo.
*O palco sanfona se tornou uma das atrações da casa. É um dos pontos mais fotografados. Como está no release, foi concebido como uma homenagem do proprietário da casa, José Lourenço dos Santos Júnior, 40 anos, o “Júnior”, ao pai, que é sanfoneiro.
*A expectativa de Júnior era de que as moquecas fossem os pratos mais pedidos do restaurante, mas foram superadas pelo Baião de Dois. “Coloquei o nome pensando no ritmo musical, já que temos o palco e a dança, mas acho que isso também ajudou o Baião de dois a se tornar o prato que mais sai na casa”, conta.
*Antes de abrir o Baião. Júnior viajou três vezes ao Nordeste para “comer em restaurantes famosos, como o Camarões, em Natal; Parraxaxá, no Recife, e Bodega do Sertão, em Maceió; mas também em pequenos estabelecimentos encontrados à beira do caminho, em cidadezinhas e à beira da praia”. Nas viagens adquiriu também, principalmente em Caruaru, em Pernambuco; e Trancoso, na Bahia, quase toda a decoração da casa, como o porta-guardanapos, que é um lindo carrinho de boi, as luminárias, os jogos americanos (ops!,nordestinos!) e as centenas de bonequinhos com personagens da região. 
*A chopeira lembra a saia de uma baiana. O chope é Brahma. 
*Para chegar no salão de baixo, o cliente passa por uma bela e colorida escadaria que remete às ruas de Pipa, no Rio Grande do Norte.
*Júnior é sócio, ao lado do pai (José Lourenço dos Santos, o “Seu Lourenço”), da tradicional pizzaria Paulino, nos endereços das ruas João Ramalho (Perdizes) e João Moura (Pinheiros). A Paulino tem 72 anos de história. Seu Lourenço é proprietário da Paulino na Chácara Santo Antonio e sócio de outro filho, Rinaldo Lourenço dos Santos, na casa do Campo Belo.
*Todos os dias a casa serve o almoço até as 18h. “Queremos ser uma boa alternativa para os paulistanos e turistas que não têm horários definidos para comer na Cidade”, afirma Júnior.
Baião – Cozinha Nordestina - Rua Traipu, 91 – Pacaembu – São Paulo - www.baiaocozinhanordestina.com.br – Tels: 11 - 4306-2078 e 4306-2082 -  Abertura da casa: 22 de outubro de 2015. Inauguração da casa: 11 de fevereiro de 2016.; Horários: de segunda às quartas-feiras, das 11h30 à meia-noite; às quintas, sextas e sábados das 11h30 às 3h; e aos domingos e feriados das 11h30 às 18h. Música ao vivo, de quintas a sábados, das 21h às 3h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.  O couvert artístico à noite é de R$ 10,00 às sextas e R$ 15,00 aos sábados e de R$ 5,00 nos almoços de sábados, domingos e feriados.  Delivery: sim (com taxa de R$ 4,00 a R$ 7,00), das 11h30 à meia-noite, todos os dias, para os bairros do Pacaembu, Perdizes, Pompéia, Sumaré, Santa Cecília, Higienópolis e Água Branca, Cc: Aceita todos menos o Amex; Tickets: VR, Ticket Restaurante e Sodexo. Cheques: não.  Água de Coco: R$ 7,10. Água Mineral: R$ 5,30.  Chope Brahma:  claro, por R$ 7,70 (300ml) e Black, por R$ 9,50 (300 ml). Área para fumantes: sim (tanto em cima quanto no salão de baixo). Estacionamento com manobrista: de segunda a sexta é gratuito no almoço. Em todas as noites e aos sábados, domingos e feriados é R$ 15,00. Café: R$ 5,50 (individual, coado na própria mesa). Tem pratos executivos no almoço de segunda a sexta-feira. Acesso para deficientes: sim; Banheiro adaptado para deficientes: sim. Ar-condicionado: sim (em todos os salões). Área de fumantes: sim (externa). 

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Com edição de Julia Marques

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