Fazer uma viagem solo não é estar sozinha
Um dos principais mitos da viagem solo é a solidão. Na prática, muitas mulheres relatam o oposto e contam que ficaram mais abertas a novas conexões. Quando a ecóloga neozelandesa Olivia Bird (24) decidiu subir o Monte Roraima, temeu ser a única estrangeira no grupo. O receio se dissipou rapidamente ao ser acolhida por outras brasileiras viajando sozinhas e ao conviver com mulheres indígenas que atuavam na expedição.
“Há outras mulheres fazendo o mesmo, você não precisa se sentir sozinha”, afirma. A trilha, relatam as viajantes, cria laços imediatos — entre visitantes, guias e comunidades locais.
Estrutura faz diferença para quem se preocupa com segurança
A preocupação com a segurança no Brasil é real, mas a realidade dos destinos de natureza surpreende. A bióloga alemã Kristina Wagner (44) fez um bom planejamento antes de explorar a
Amazônia e o Pantanal.
“Eu me senti segura o tempo todo. As pessoas estavam sempre tentando me ajudar”, relata. Ela destaca que a tranquilidade veio da decisão de viajar com operadores experientes e guias locais, que conhecem rotas, protocolos e dinâmicas regionais.
O mesmo ponto é reforçado pela norte-americana Samantha Sage (34), que visitou o Jalapão (TO) e a Amazônia. “Os guias fazem toda a diferença. Viajar solo me ajudou a construir confiança na minha própria personalidade.”