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A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam a Temporada Osesp 2026. Nos concertos desta semana, que acontecem entre quinta-feira (21/mai) e sábado (23/mai), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp e o Coro da Osesp recebem o Coro Contemporâneo de Campinas no palco da Sala São Paulo para interpretarem “Um réquiem alemão”, de Johannes Brahms. Os concertos serão realizados sob regência do maestro português Dinis Sousa e a participação dos solistas Louise Foor (soprano) e Vitor Bispo (barítono). Entre os movimentos de Brahms, serão executadas as quatro peças de “Das Lesen der Schrift”, de Wolfgang Rihm, escritas em diálogo com Brahms. O concerto de sexta-feira (22/mai) faz parte da série Osesp duas e trinta, e terá início às 14h30 e ingressos a preço único de R$ 50,00 (valor inteiro). Vale lembrar, ainda, que a performance da Osesp de sábado, às 16h30, será transmitida ao vivo no canal oficial da Orquestra no YouTube.
O título “Um réquiem alemão” se deve ao fato de Brahms ter utilizado passagens da Bíblia de Lutero, optando pelo vernáculo em vez do Latim tradicional utilizado nas várias versões compostas para a “missa dos mortos”. Sem se concentrar no Juízo Final, Brahms enfatiza a busca pela consolação diante da inevitabilidade da morte. Entre os movimentos do Réquiem, soarão quatro pequenas peças de “Das Lesen der Schrift” [A leitura da escritura]. Nelas, Wolfgang Rihm procura ler a música de Brahms de maneira criativa, produzindo outro retrato musical do processo de luto, uma música sóbria e contemplativa que se encaixa perfeitamente no universo brahmsiano. A maneira como Rihm dialoga com o Réquiem espelha como o próprio Brahms dialoga com as cantatas sacras de Bach: a obra de Rihm, composta em 2001, situa-se no desfecho de uma conversa de quase 300 anos a respeito da perda e de sua elaboração.
Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp
Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.
Coro da Osesp
O Coro da Osesp, além de sua versátil atuação sinfônica, enfatiza o registro e a difusão da música dos séculos XX e XXI e de compositores brasileiros. Destacam-se em sua ampla discografia Canções do Brasil (Biscoito Fino, 2010), Aylton Escobar: Obras para coro (Selo Digital Osesp, 2013) e Heitor Villa-Lobos: Choral transcriptions (Naxos, 2019). Apresentou-se em 2006 para o rei da Espanha, Filipe VI, em Oviedo, no 25º Prêmio da Fundação Príncipe de Astúrias. Em 2020, cantou, sob a batuta de Marin Alsop, no Concerto de Abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, feito repetido em 2021, em filme virtual que trazia também Yo-Yo Ma e artistas de sete países. Junto à Osesp, estreou no Carnegie Hall, em Nova York, em 2022, se apresentando na série oficial de assinatura da casa no elogiado Floresta Villa-Lobos. Fundado em 1994 por Aylton Escobar, integra a Osesp desde 2000, completando 30 anos de atividade em 2024. Teve como regentes Naomi Munakata [1995-2015] e Valentina Peleggi [2017-2019]. A partir de fevereiro de 2025, Thomas Blunt assumiu a posição de regente titular e, desde abril, Kaique Stumpf a de regente residente.
Coro Contemporâneo de Campinas
Criado em 2009 e mantido pela Unicamp, seu repertório é bastante diversificado e inclui obras a capella de todos os períodos, com ênfase na música brasileira dos séculos XX e XXI, além de importantes títulos do repertório sinfônico e operístico. Realiza concertos frequentes na cidade de Campinas e em todo o Brasil e, em 2025, a convite da Universidade Paris 8, o Coro Contemporâneo de Campinas realizou uma série de concertos na França, apresentando um significativo repertório de obras corais brasileiras. Em 2019, em comemoração aos 10 anos do Coro, gravou seu primeiro CD: De Batuque e Acalanto: Missa Afro-Brasileira e outras obras sacras de Carlos Alberto Pinto Fonseca. O Coro é vencedor do primeiro lugar no 2º Encontro de Coros da Universidade Católica do Chile e do Prêmio de Público, na categoria festival.
Dinis Sousa regente
Diretor musical da Royal Northern Sinfonia (RNS) e fundador e diretor artístico da Orquestra XXI, já regeu a Royal Concertgebouw Orchestra, as Sinfônicas da BBC e da Rádio Sueca, as Filarmônicas Real de Estocolmo, de Liverpool e de Bergen, as Orquestras da Cidade de Birmingham, Sinfônica de Quebec, Nacional da Irlanda, da Ópera Real Dinamarquesa e de Ulster, além da Euskadiko Orchestra. Vencedor do Critics’ Circle Young Talent Award de 2023, Sousa conduziu com a RNS Das Paradies und die Peri [O paraíso e o Peri], de Robert Schumann, produção que recebeu crítica de cinco estrelas do The Times. Já colaborou com artistas como Víkingur Ólafsson, Masabane Cecilia Rangwanasha, Willard White, Nicky Spence, Stephen Hough, Benjamin Grosvenor, Pierre-Laurent Aimard, Sarah Connolly e Kristian Bezuidenhout. Em reconhecimento ao seu trabalho com a Orquestra XXI, recebeu o título de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, em Portugal.
Thomas Blunt regente do Coro da Osesp
Thomas Blunt construiu uma carreira versátil e abrangente, com sólida formação em canto e ópera, regendo em teatros e salas de concerto ao redor do mundo. Com um repertório que vai da música renascentista à contemporânea, sua regência se estabelece a partir da ideia de criação de uma dramaturgia por meio da música. Foi o primeiro participante britânico da prestigiosa Allianz International Conductors’ Academy. Atuou como regente assistente junto a Vladimir Jorowski, diretor musical da Filarmônica de Londres, resultando em apresentações no Royal Festival Hall, no Queen Elizabeth Hall e na própria Sala São Paulo em diversas ocasiões. Junto a seus compromissos com o Coro da Osesp, do qual passou a ser regente titular a partir de 2025, seus destaques desta temporada incluem apresentações com a Orquestra Nacional da BBC de Wales, a Sinfônica da Nova Zelândia, além da atuação como assistente de Maurizio Benini na Royal Opera House.
Ângelo José Fernandes regente do Coro Contemporâneo de Campinas
Professor Associado do Departamento de Música do Instituto de Artes da Unicamp, onde leciona canto lírico, é diretor do Coro Contemporâneo de Campinas e do Ópera Estúdio Unicamp, além de ser Coordenador Geral de Pós-Graduação do Instituto de Artes. Como pesquisador, tem se dedicado ao estudo da técnica vocal na prática coral dos diversos períodos históricos e estilos de música composta para coro e sua aplicação na performance coral atual, além de trabalhar intensamente no resgate e análise musical da obra vocal do compositor mineiro Carlos Alberto Pinto Fonseca. Venceu, junto ao Coro Contemporâneo, o 2º lugar no San Juan Canta de 2023 em San Juan, na Argentina, e, atualmente, desenvolve um amplo trabalho que engloba a formação de cantores e regentes e a pesquisa constante, tanto na área da performance quanto da musicologia.
PROGRAMA
OSESP
CORO DA OSESP
CORO CONTEMPORÂNEO DE CAMPINAS
DINIS SOUZA regente
THOMAS BLUNT regente do Coro da Osesp
ÂNGELO JOSÉ FERNANDES regente do Coro Contemporâneo de Campinas
LOUISE FOOR soprano
VITOR BISPO barítono
JOHANNES BRAHMS Um réquiem alemão, Op. 45
WOLFGANG RIHM Das Lesen der Schrift [A leitura da escritura]
SERVIÇO
21 de maio, quinta-feira, 20h00
22 de maio, sexta-feira, 14h30 [Osesp duas e trinta]
23 de maio, sábado, 16h30 [Concerto digital]
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP
Capacidade: 1.388 lugares [Sala São Paulo]
Recomendação etária: 07 anos
Ingressos: Entre R$ 50,00 e R$ 330,00 (valores inteiros*)
Bilheteria (Fever): neste link
Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.
Estacionamento: Rua Mauá, 51 | a partir de R$ 27,00 | 600 vagas
Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.
*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante, e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.
A Temporada Osesp 2026 é uma realização da Fundação Osesp, do Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e Governo Federal – Do lado do povo brasileiro.
A série Osesp duas e trinta conta com o copatrocínio de Klabin via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro.
A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.
A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura, desde 2005.
Edição por Rose Cecilia
19/05/2026
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