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A busca por desaceleração, qualidade de vida e equilíbrio emocional tem transformado a hotelaria mundial. O chamado turismo wellness, voltado ao bem-estar físico, mental e emocional, deixou de ser um nicho e passou a ocupar posição estratégica dentro do setor de viagens, influenciando desde a arquitetura dos hotéis até os serviços oferecidos aos hóspedes. Pesquisas recentes mostram a força desse movimento. Segundo dados do Global Wellness Institute (GWI), o mercado global de wellness movimentou cerca de US$ 6,8 trilhões em 2024, impulsionado principalmente por setores ligados à hotelaria, turismo e qualidade do sono. Já o mercado global de turismo de bem-estar deve ultrapassar US$ 1 trilhão em 2026, com crescimento acelerado nos próximos anos. O comportamento dos viajantes também mudou. Um levantamento da Amadeus, empresa global de tecnologia para o setor de viagens, revelou que 41% dos entrevistados enxergam as viagens como uma forma de “reset mental”, enquanto um terço busca destinos que incentivem o detox digital e a reconexão emocional.
Outro dado que chama atenção é a valorização de experiências ligadas ao descanso e ao sono de qualidade. O chamado “sleep tourism” vem se consolidando como uma das principais tendências globais da hotelaria. Para especialistas, o descanso deixou de ser apenas conforto e passou a ser entendido como elemento central da experiência do hóspede. Na prática, isso tem levado hotéis e resorts a ampliarem investimentos em áreas verdes, spas, piscinas termais, experiências sensoriais, alimentação equilibrada, atividades ao ar livre e ambientes voltados ao relaxamento. O wellness passou a influenciar diretamente o valor percebido pelos clientes e até mesmo a disposição em pagar mais por hospedagens com foco em bem-estar. O Grupo Mabu acompanha esse movimento no setor. Em Foz do Iguaçu, o empreendimento reúne piscinas com águas termais naturais, espaços de convivência integrados à natureza, áreas de descanso, spa e experiências de lazer voltadas ao bem-estar de famílias e casais.
Segundo João Biancardi, diretor de Marketing e Experiência do Cliente do Grupo Mabu, o wellness deixou de ser apenas um diferencial e passou a fazer parte da decisão de compra do consumidor. “Hoje, o hóspede busca experiências que ajudem a desacelerar, relaxar e se reconectar. O turismo passou a ser percebido também como ferramenta de cuidado emocional e físico. A hotelaria precisa acompanhar esse novo comportamento”, afirma. De acordo com ele, a proposta do Mabu é justamente unir lazer, conforto e bem-estar em uma experiência integrada. “As águas termais naturais, os espaços ao ar livre, o contato com a natureza, as áreas de descanso e as experiências em família criam um ambiente que favorece o relaxamento e o equilíbrio. Além disso, investimos constantemente na experiência do cliente, entendendo que hospitalidade também é acolhimento emocional”, destaca Biancardi.
A tendência também aparece nas projeções internacionais para o setor. Estudos apontam crescimento contínuo dos hotéis voltados ao wellness, impulsionados principalmente pelas novas gerações, que priorizam saúde mental, sustentabilidade e experiências mais personalizadas durante as viagens. O conceito de luxo dentro da hotelaria também vem mudando. Em vez de excessos, o novo viajante valoriza silêncio, privacidade, descanso, natureza e experiências capazes de reduzir o estresse cotidiano.
Edição por Rose Cecilia
04/06/2026
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