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Farol Santander São Paulo tem exposição inédita dos Pirilampos do Planeta com instalações criadas a partir de quatro toneladas de resíduos recicláveis
Mostra Elos, com curadoria de Lara Maia, reúne nove instalações inéditas que ocupam o hall de entrada e a galeria do andar 24 e revelam conexões entre natureza, relações humanas e sustentabilidade

Foto: Divulgação Farol Santander São Paulo

O Farol Santander São Paulo inaugura, no dia 21 de agosto (sexta-feira), a exposição Elos, da dupla Pirilampos do Planeta, formada pelos artistas visuais Lula Duffrayer e Flávio Carvalho, com curadoria de Lara Maia. A mostra reúne nove instalações inéditas, desenvolvidas especialmente para o Farol Santander, produzidas a partir de cerca de quatro toneladas de resíduos recicláveis. Uma das obras ocupa o hall de entrada e as outras oito se distribuem pela galeria do andar 24, em um percurso que utiliza luz, formas e materiais do cotidiano para tornar visíveis conexões presentes na natureza e nas relações humanas. A exposição Elos, em cartaz até 22 de novembro (domingo), é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Santander Brasil.

Elos parte da ideia de que a existência é formada por redes de interdependência, muitas delas imperceptíveis. Percursos de rios, correntes marítimas, fluxos dos ventos, sistemas de raízes e micélios e encontros entre pessoas servem como referências para obras que aproximam diferentes escalas e formas de conexão. Materiais plásticos descartados — embalagens, tampas, copos e objetos de uso cotidiano — tornam-se a matéria utilizada pelos artistas para dar forma a essas relações.

É por acreditar nessa força da arte que o Farol Santander recebe esta mostra. Porque transformar também é despertar novas formas de olhar, sentir e agir. E toda mudança que realmente importa começa dentro de cada um de nós.”, comenta Bibiana Berg, head sênior de Experiências, Cultura e Impacto Social do Santander Brasil e Presidente do Santander Cultural.
 

Um percurso entre o hall e o andar 24

A experiência começa antes mesmo da chegada à galeria. No hall do Farol Santander, uma instalação luminosa de grande escala estabelece um diálogo com o icônico lustre do edifício. Correntes produzidas com materiais recicláveis se projetam verticalmente pelo espaço, criando uma estrutura que se relaciona com a arquitetura e introduz a ideia de conexão que acompanha toda a exposição.

Esse primeiro movimento encontra seu contraponto no andar da mostra. Se no hall a instalação se projeta em direção aos pavimentos superiores, o percurso termina em Raiz, ambiente em que a imagem daquilo que penetra a terra encerra simbolicamente a trajetória. Entre esses dois pontos, a exposição constrói uma ligação entre alto e baixo, luz e matéria, superfície e profundidade — fazendo da própria arquitetura do Farol Santander parte da narrativa.

Na galeria, as oito instalações estão organizadas em ambientes que evocam diferentes sistemas e fenômenos naturais. Ouriços, Crustáceos, Azul Profundo, Rede de Arrasto, Oferenda, Chuva, Terra e Raiz compõem o percurso, que não determina uma única sequência de visitação e permite ao público estabelecer suas próprias relações entre os trabalhos.

Entre os destaques, o Azul Profundo é uma instalação feita com 5000 copos de 500 ml em acrílico, com uma dimensão de 10 metros de comprimento; em Rede de Arrasto, elementos reutilizáveis da indústria de cosméticos são suspensos e apoiados nas paredes, remetendo ao movimento de uma rede; enquanto Chuva utiliza peças azuladas suspensas no teto para ocupar verticalmente o ambiente. Já em Terra, elementos denominados Vagalumes aparecem em diferentes alturas, e Raiz utiliza paredes com fibra óptica para criar o ambiente.

“Essa exposição parte da percepção de que estamos inseridos em redes que vão muito além do que conseguimos enxergar. Os fluxos da natureza, as relações entre as pessoas e até os objetos que descartamos continuam fazendo parte de sistemas maiores. Ao tornar algumas dessas conexões visíveis por meio da arte, a exposição propõe um olhar mais atento para a nossa própria presença e responsabilidade dentro dessa rede.”, afirma Lara Maia, curadora da exposição.
 

Do descarte à arte

Copos de acrílico, embalagens, tampas de produtos diversos e outros objetos coletados em grandes quantidades aparecem ao longo da exposição deslocados de suas funções originais. Em vez de esconder sua procedência, os trabalhos preservam a multiplicidade de formas e cores desses materiais e os incorporam às instalações.

A escolha também carrega a dimensão ambiental que acompanha a trajetória dos Pirilampos do Planeta. O projeto nasceu como uma iniciativa de educação ambiental na região serrana do Rio de Janeiro, inicialmente desenvolvida em escolas. A receptividade à estética das peças levou o trabalho a ampliar sua dimensão artística, mantendo a arte como ferramenta para abordar questões ambientais de maneira acessível e estimular reflexões sobre consumo e descarte.

Nesse processo, a sustentabilidade é tratada para além da conscientização sobre resíduos. O trabalho mobiliza uma cadeia que conecta diferentes agentes, dos responsáveis pela coleta dos materiais até sua transformação e inserção no circuito artístico. A proposta não é desencorajar o consumo, mas provocar perguntas sobre como a sociedade consome, o que consome e qual destino é dado aos materiais depois de sua utilização.
 

Sobre Pirilampos do Planeta

Formado pelos artistas visuais cariocas Lula Duffrayer e Flávio Carvalho, o Pirilampos do Planeta desenvolve trabalhos que utilizam materiais descartados como matéria-prima para instalações marcadas pela presença da luz. A produção da dupla articula arte e questões socioambientais, investigando possibilidades de transformação de objetos cotidianos e sua reinserção em novos contextos.

As obras dos Pirilampos do Planeta já passaram por espaços como a SP-Arte, COP 30, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Belo Horizonte, e a campanha internacional da FARM Rio, com instalações em Nova York e Londres. Em 2024, um projeto desenvolvido em parceria com o Shopping Anália Franco (SP) foi reconhecido no Prêmio Abrasce por unir arte, informação e conscientização ambiental.
 

Serviço - Exposição Elos

Local: Farol Santander – Andar 24 e Hall

Endereço: Rua João Brícola, 24 – Centro, São Paulo

Período: 21 de agosto a 22 de novembro de 2026

Horário de Visitação: terça a domingo / 09h às 20h

Ingressos: a partir de R$ 22,50 (meia)

** Ingresso dá acesso a todos os andares do Farol Santander abertos ao público

** Cliente Santander tem 10% de desconto na compra com cartão do banco

Classificação Indicativa: Livre

Redes Sociais: @farolsantander


Edição por Rose Cecilia

Data de publicação desta Matéria 20-08-2026
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