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EM AÇÃO INÉDITA, EMBRATUR BUSCA NOS EUA INVESTIMENTOS PARA TURISMO NÁUTICO NO BRASIL

Comitiva brasileira, coordenada pelo diretor-presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, se reúne com representantes de uma das maiores operadoras de cruzeiros do mundo, a Royal Caribbean.
A comitiva brasileira em missão nos Estados Unidos, composta pelo diretor-presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, pelos senadores Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ) e Irajá Abreu (PSD-TO), e pelo deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), está empenhada em capitanear cruzeiros marítimos para o Brasil. Eles estiveram nesta terça-feira (21) na sede da Royal Caribbean International, em Miami, uma das maiores empresas do ramo, que conta com uma frota de quase 30 navios. Durante o encontro, ficou decidido que a empresa irá encaminhar para a Embratur um documento com as principais demandas, para que sejam trabalhados os gargalos que impedem a operação no Brasil.
De acordo com representantes da operadora, esta é a primeira vez que uma delegação brasileira visita as instalações e se reúne com os seus executivos. Para o diretor-presidente da Embratur, este é o momento certo para se investir no Brasil. “Com a transformação da Embratur, conseguiremos trabalhar melhor e com mais profissionalismo na promoção do Brasil no exterior. O mundo vai conhecer sobre o que temos em belezas naturais, em especial, nossa costa, com águas quentes e limpas”, afirmou Gilson Machado durante a reunião.
O senador Flávio Bolsonaro emendou: “a empresa deve aproveitar este momento para apresentar todos os pleitos para possibilitar que voltem ao Brasil. O governo brasileiro está aberto para sair da frente e deixar os empresários trabalharem e gerarem emprego e renda no país”.
Segundo os executivos da Royal Caribbean, existem alguns impeditivos na legislação brasileira que embarreiram a operação no país. Eles também debateram sobre a regulamentação da praticagem, serviço técnico de assessoria aos comandantes de navios, que no Brasil os preços estão acima da média mundial. “Somente para entrar e sair do canal do porto de Santos, em São Paulo, os práticos chegam a pagar US$ 50 mil. Em ilhas do Caribe, por exemplo, o maior navio da Royal paga entre US$ 5 e US$ 10 mil”, informaram à comitiva. Eles exaltaram a adesão do Brasil ao tratado da OIT (Organização Internacional do Trabalho), sobre trabalho marítimo. No entanto, a implementação, segundo a Royal Caribbean, leva cerca de um ano. Para eles, o Brasil deveria ter como exemplo Miami, que investiu em infraestrutura portuária e tem custos atrativos para as empresas.

Edição Rose Cecilia

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