Participaram do encontro representantes do setor público, empresários, produtores locais, lideranças comunitárias e instituições ligadas ao desenvolvimento regional dos municípios de Morretes, Antonina e Guaraqueçaba. Ao longo do dia, os participantes discutiram as primeiras diretrizes do regulamento de uso da marca coletiva, incluindo critérios de qualidade, sustentabilidade, identidade territorial, produtos, serviços e governança. Desenvolvida por meio do projeto Nossas Marcas, a iniciativa é resultado de uma parceria entre a Invest Paraná, a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com financiamento da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), por meio do Fundo Paraná. A futura governança da marca será conduzida pela Adetur Litoral. A proposta da marca coletiva é funcionar como um selo territorial de credibilidade, conectando produtos, serviços e experiências comprometidos com a valorização da cultura local, da produção regional e da conservação da Mata Atlântica. Entre as cadeias produtivas já contempladas estão banana, mandioca, pupunha, juçara, artesanato e turismo de base comunitária. Para o gerente de Desenvolvimento Econômico da Invest Paraná, Bruno Banzatto, a iniciativa representa um novo modelo de desenvolvimento territorial integrado no estado.“Essa é a primeira marca coletiva a reunir turismo e produto dentro de um mesmo território. É um trabalho que a Invest Paraná vem desenvolvendo e se especializando, a partir de uma demanda da própria comunidade. Hoje foi o início do processo de regulamento e em breve a marca Somos Mata Atlântica vai estar disponível para a sociedade”. A gestora executiva da Adetur Litoral, Patrícia Assis, destacou que a construção da marca nasce da própria realidade e das necessidades das comunidades locais. “É a consolidação de uma construção coletiva que visa não só o escoamento desses produtos regionais, mas a valorização do patrimônio e da cultura local, sejam turismo ou os produtos artesanais. A marca coletiva representa a união territorial em torno da floresta da Mata Atlântica”. A programação do encontro incluiu debates sobre território, produtos, serviços, sustentabilidade e formas de utilização da marca coletiva. Os participantes também discutiram critérios de adesão, mecanismos de comprovação de qualidade e estratégias de fortalecimento da governança regional. Entre os apoiadores institucionais da iniciativa está a Serra Verde Express, integrante do Grupo de Governança da marca coletiva. A empresa participa das discussões relacionadas ao fortalecimento do turismo sustentável e à valorização da produção regional ligada à Mata Atlântica. Nos últimos anos, a Serra Verde Express vem ampliando sua atuação em experiências de ecoturismo no litoral do Paraná, especialmente em roteiros de turismo de natureza e turismo comunitário. A empresa também deve apoiar a comercialização e divulgação dos produtos vinculados à marca coletiva junto ao fluxo turístico da região. Segundo Tiago Choinski, gerente da filial Morretes da Serra Verde Express, a participação da empresa no projeto reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável do litoral paranaense. “Há anos o setor busca um posicionamento mais forte para o litoral do Paraná, mostrando a diversidade e a identidade própria desse destino. É um litoral diferente dos demais, que reúne sol e praia, ilhas, Serra do Mar, trem, Mata Atlântica preservada, além de experiências ligadas à caminhada, trilhas, remadas e ao turismo de natureza. Fortalecer essa imagem de forma integrada é fundamental para valorizar tudo o que o nosso litoral representa”, afirma. A estação ferroviária de Morretes, um dos principais pontos de chegada de visitantes ao litoral paranaense, também poderá futuramente integrar ações de promoção e valorização dos produtos ligados à marca coletiva. Atualmente, mais de 250 mil pessoas passam anualmente pelo espaço. O encontro ainda reuniu empresários e produtores locais que participaram das primeiras oficinas voltadas à construção coletiva do regulamento da marca. A proposta é que os critérios definidos respeitem a realidade das comunidades e permitam crescimento gradual em padrões de sustentabilidade, qualidade e identidade territorial. A próxima etapa do projeto prevê novas reuniões técnicas e oficinas regionais para aprofundar os critérios de adesão e estruturar oficialmente o modelo de governança da marca coletiva Somos Mata Atlântica - PR.
Edição por Julia Marques
Data de publicação desta Matéria 28-05-2026