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Há 100 anos, uma das maiores cientistas da história passava pelo Rio de Janeiro. Em 27 de julho de 1926, Marie Curie — referência mundial para a ciência e primeira pessoa a conquistar dois Prêmios Nobel — visitou o Parque Bondinho Pão de Açúcar® durante sua passagem de 44 dias pelo Brasil. Ao lado de importantes lideranças brasileiras, entre elas integrantes da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, a cientista tirou uma foto que atravessou gerações e se tornou símbolo da participação da mulher na produção do conhecimento.
Um século depois, o parque volta a ser palco dessa história. Ontem (27), o atrativo recebeu a ação As Cientistas no Pão de Açúcar: 100 anos depois de Marie Curie, desenvolvida em parceria com o projeto Meninas e Mulheres nas Ciências, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A iniciativa reuniu pesquisadoras de diferentes áreas para recriar a foto histórica e celebrar a contribuição das mulheres para a ciência – brasileira e global.
A programação, que contou ainda com um painel sobre a passagem de Marie Curie pelo Brasil, contribui com a visibilidade de uma pesquisa conduzida pelo grupo Meninas e Mulheres nas Ciências, coordenado pela professora Dra. Camila Silveira, que investiga a visita da cientista ao país em parceria com uma rede nacional de pesquisadores e com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
"Receber uma iniciativa como essa no Parque Bondinho é motivo de muito orgulho. Cem anos depois da passagem de Marie Curie pelo atrativo, poder reunir pesquisadoras de diferentes áreas no mesmo cenário reforça a importância de preservar a memória, inspirar novas gerações e reconhecer a contribuição das mulheres para o avanço da ciência. Nós acreditamos no poder de experiências que conectam turismo, memória e diversidade, e estamos sempre prontos para auxiliar no desenvolvimento de ações que permeiam essas frentes”, afirma Analu Fiuza, Diretora de Gente, Gestão e Operações do Grupo Iter, holding que administra o Parque Bondinho Pão de Açúcar®.
Após a atividade no Parque Bondinho, as pesquisadoras participam da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), considerada o maior encontro científico da América Latina, realizado este ano em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói.
Ao celebrar um capítulo marcante para a história brasileira do qual também foi palco, o Parque Bondinho reafirma sua vocação para conectar diferentes gerações por meio de experiências capazes de preservar a memória e estimular a produção de conhecimento.
Sobre o Parque Bondinho Pão de Açúcar®
O Parque Bondinho Pão de Açúcar® é um dos ícones mais emblemáticos do turismo brasileiro e global. O atrativo já recebeu 56 milhões de visitantes ao longo de seus 113 anos de história e está sempre em busca de novas formas de promover experiências inesquecíveis que encantem tanto cariocas quanto turistas.
O Parque Bondinho, que está em uma área de preservação ambiental – o Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca (MoNa) –, tem um grande compromisso em deixar um legado para a cidade do Rio de Janeiro e é referência em turismo sustentável, contando com uma série de iniciativas que conectam experiência, educação e preservação do meio ambiente.
Algumas delas são o Educa Bondinho, programa educativo que já impactou mais de 80 mil estudantes de escolas públicas e privadas com aulas imersivas a céu aberto, o Jardim do Mel, espaço no Morro da Urca dedicado à preservação de espécies de abelhas nativas sem ferrão, e o Bosque das Artes, refúgio a céu aberto no morro Pão de Açúcar que convida o público a se conectar com a natureza por meio da arte.
Edição por Rose Cecilia
19/09/2026
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