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As viagens corporativas no Brasil seguem em ritmo acelerado em 2026. Segundo o Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), as empresas brasileiras destinaram R$ 17,3 bilhões a serviços diretos de turismo no mês de fevereiro. O resultado representa um recorde histórico para o período e um crescimento de 9,4% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do primeiro bimestre, o volume já se aproxima de R$ 30 bilhões, com alta de 7,7%, consolidando um cenário positivo para o setor. Passagens aéreas, hospedagem, locação de veículos e transporte rodoviário seguem entre os principais itens que compõem esse montante. O bom desempenho das viagens corporativas acompanha o avanço do turismo como um todo. Em fevereiro, os aeroportos brasileiros registraram 10,5 milhões de passageiros, entre voos domésticos e internacionais, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), um crescimento de quase 10% e o maior volume já registrado para o período. Na hotelaria, dados do Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil indicam aumento da diária média (16,5%) e do RevPAR (10,6%), mesmo com leve recuo na taxa de ocupação. “Estamos diante de um cenário positivo, com novos recordes, mas é importante destacar que esse crescimento não está relacionado apenas ao aumento da demanda. Há uma pressão significativa de custos, especialmente em passagens aéreas e hospedagem, o que impacta diretamente o volume financeiro registrado”, afirma Luana Nogueira, diretora-executiva da Alagev.
Cenário requer cautela
A executiva ressalta que, no caso da hotelaria, ainda há espaço para negociação no segmento corporativo, com inclusão de benefícios adicionais. Já no transporte aéreo, as alternativas são mais limitadas, o que torna o impacto dos reajustes mais direto para as empresas. Fatores externos também começam a influenciar o setor. A partir de março, a alta do petróleo no mercado internacional impactou os preços de combustíveis, refletindo no custo do transporte terrestre. Em abril, o reajuste do querosene de aviação elevou os preços das passagens entre 10% e 20%, pressionando ainda mais os orçamentos corporativos. “Esse cenário reduz a margem para reacomodações e exige ainda mais planejamento das empresas. A tendência é que os resultados continuem positivos ao longo do ano, mas cada vez mais sustentados pelo aumento de preços, e não necessariamente por uma expansão da demanda, que seria o cenário ideal”, completa a diretora. Apesar dos desafios, a expectativa é de continuidade no crescimento do setor em 2026, impulsionado pela retomada consistente das viagens a negócios, incluindo eventos, feiras, congressos e reuniões. Mesmo diante de um contexto econômico e geopolítico instável, o segmento mantém sua relevância estratégica para o desenvolvimento das empresas e da economia.
É possível acompanhar o estudo completo no documento disponível neste link.
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Edição por Julia Marques
29/04/2026
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