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A última Conferência Internacional sobre AIDS foi realizada em Munique, na Alemanha, em 2024. © Gonzalo Bell / IAS
Levantamento do Visit Rio mostra que segmento representa 48% da programação de 2026

A última Conferência Internacional sobre AIDS foi realizada em Munique, na Alemanha, em 2024. © Gonzalo Bell / IAS

Os eventos técnico-científicos vêm ganhando cada vez mais espaço no calendário do Rio de Janeiro. Dos 600 eventos confirmados para 2026 até o fim de junho, 287 pertencem a esse segmento, o equivalente a 48% da programação, segundo levantamento do Visit Rio. Juntos, esses encontros devem atrair mais de 2,2 milhões de participantes e movimentar cerca de R$ 3,5 bilhões na economia carioca. Entre os destaques está a AIDS 2026, maior conferência mundial sobre AIDS, que será realizada de forma inédita na América do Sul entre 26 e 31 de julho, no Riocentro.

O levantamento também mostra a importância desse segmento para a movimentação da cidade durante o inverno. Dos 287 eventos técnico-científicos previstos para 2026, 114 acontecerão no decorrer da estação. O número representa cerca de 40% dos eventos técnico-científicos do ano.

“Os eventos técnico-científicos representam um segmento estratégico porque além do impacto econômico, eles promovem intercâmbio internacional, fortalecem a imagem do Rio junto à comunidade científica e deixam um legado para universidades, centros de pesquisa e profissionais de diversas áreas. A realização da AIDS 2026 é um excelente exemplo desse posicionamento e do trabalho contínuo de captação desenvolvido pelo Visit Rio em parceria com diferentes instituições”, disse o presidente-executivo do Visit Rio, Luiz Strauss.

Resultado de uma articulação entre o Ministério da Saúde, a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Fiocruz e o Visit Rio, a AIDS 2026 reunirá pesquisadores, profissionais de saúde, gestores públicos, representantes da sociedade civil e formuladores de políticas de diversos países para discutir os avanços científicos, os desafios do enfrentamento à epidemia e as estratégias para ampliar o acesso à prevenção e ao tratamento.

Além da movimentação econômica gerada pelos participantes, a realização da conferência amplia a visibilidade da produção científica brasileira, fortalece a cooperação internacional e reforça o Rio de Janeiro como sede de grandes encontros voltados à ciência. O Brasil é reconhecido internacionalmente pela resposta ao HIV, a partir do acesso universal ao tratamento pelo SUS, da defesa dos direitos humanos, da participação das comunidades e do investimento em pesquisa.

“Sediar a AIDS 2026 no Brasil tem enorme relevância simbólica, política e científica. O país mostrou que, mesmo diante de profundas desigualdades, é possível construir respostas inovadoras quando a vida, a equidade, os direitos humanos e a participação social ocupam o centro das políticas públicas. Ao mesmo tempo, realizar a conferência no Rio de Janeiro permite dar visibilidade aos desafios que ainda persistem na América Latina e reforçar a importância de ampliar o acesso à prevenção, às novas tecnologias e às políticas públicas baseadas em evidências”, afirma Beatriz Grinjstein, presidente do Congresso AIDS 2026.


Edição por Rose Cecilia

Data de publicação desta Matéria 10-07-2026
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