Notícias
Do lado dos expositores, Bianca informou que a WTM Latin America 2026 alcançou um recorde histórico, reunindo 936 marcas expositoras, número 13% superior ao registrado na edição anterior. No total, 53 países (8% a mais do que em 2025) participaram do evento. Para a executiva, esses números reforçam o posicionamento da feira como um ambiente cada vez mais relevante para a promoção de negócios e a conexão entre destinos, empresas e profissionais do turismo.
Bianca reforçou que a WTM Latin America é resultado de uma construção coletiva. “O turismo funciona como um organismo vivo que depende da integração de todas as suas partes para se posicionar”, disse, destacando a importância do trabalho conjunto entre equipe, expositores, visitantes, membros do Advisory Board e parceiros institucionais. “O sucesso do evento reflete esse esforço compartilhado ao longo de todo o ano”, diz.
Entre os principais marcos da edição de 2026, ela destacou a realização do Ministers’ Summit – encontro que reuniu representantes de oito países, promovendo uma discussão ministerial interna voltada a temas como sustentabilidade, turismo responsável e turismo regenerativo, com foco na definição de diretrizes conjuntas e no fortalecimento do diálogo institucional entre os países participantes – e a campanha Agente Protagonista, que reuniu mais de 20 palestras e debates voltados ao dia a dia dos agentes de viagens, com curadoria de conteúdo focada em temas que dialogam com desafios e destacam tendências e oportunidades para esses profissionais, de modo provocar reflexões estratégicas e ampliar o repertório de quem atua na linha de frente do turismo.
Ao avaliar o resultado geral, Bianca Pizzolito afirmou que, além do feedback qualitativo recebido durante os dias de evento, os números sustentam as estratégias adotadas pela organização. Segundo ela, o objetivo central da WTM Latin America segue sendo potencializar a atmosfera de negócios, criar condições para encontros qualificados e estimular interações que se desdobrem em oportunidades concretas para o setor. Encerrando sua fala, Bianca anunciou que a próxima edição da WTM Latin America já tem data confirmada e será realizada entre os dias 13 e 15 de abril de 2027.
Conteúdo qualificado também é pilar estratégico
No último dia da edição 2026 da WTM Latin America, as palestras reforçaram o foco em turismo responsável, integração regional, transformação tecnológica e fortalecimento do turismo indígena, com destaque para a participação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que realizou um seminário sobre tema relevante no cenário regional. Sob o tema “Políticas Públicas para Fortalecer o Turismo Responsável”, Aline Lopes, gerente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da CNC, defendeu que políticas públicas têm papel estratégico para um turismo mais sustentável, inclusivo e competitivo no Brasil, e ressaltou a necessidade de articulação entre setor público, setor privado e entidades representativas.
Para ela, planejamento integrado e qualificação da oferta turística contribuem para inteligência de dados e para a construção de destinos mais responsáveis e resilientes, conciliando crescimento econômico, preservação ambiental e respeito às comunidades locais. Aline também dimensionou a atuação da CNC como agente de união do mercado de viagens em diferentes níveis no país e citou iniciativas como o projeto “Vai Turismo”, lançado durante a pandemia, e a campanha de Turismo Responsável, que reúne reflexões e boas práticas para orientar o crescimento do setor.
Ela ainda destacou a produção de inteligência competitiva, oficinas, debates, criação e acompanhamento de políticas públicas como frentes essenciais, concluindo que ampliar a participação do turismo nos diferentes níveis de governo, alinhando ações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), é decisivo para “moldar o turismo que queremos”.
A agenda da WTM também trouxe uma defesa da integração regional no painel “América para América”. Veronica Pardo, ex-ministra do Turismo do Chile, afirmou que a unificação dos países latinos é fundamental para transformar a América Latina em potência turística global e chamou atenção para a necessidade de olhar mais para as fronteiras vizinhas e para a riqueza natural e cultural do próprio continente. Para ela, em um cenário em que viajantes buscam experiências e belezas naturais, a América Latina tem “destino de ouro” e deveria enxergar o turismo entre países latinos como um movimento mais próximo do turismo doméstico, em lógica de integração.
No eixo de inovação, a palestra “O Novo Viajante ‘IA-First’: Como a Inteligência Artificial Mudou a Jornada de Compra e Consumo no Turismo”, com Ricardo Souza, Revenue Growth Leader Mexico, Latin America and The Caribbean da Lighthouse, apontou uma mudança forte na forma como o consumidor planeja e compra viagens. Ele avaliou que a IA tornou as buscas mais rápidas e elevou a exigência por respostas, defendendo que o foco deve ser informação e conteúdo — e não apenas preço e links — porque quanto mais informações a empresa oferece, mais material a IA gera para apoiar a decisão do cliente.
Dois debates concentraram-se no turismo indígena na América Latina. Em “Políticas, alianças e cooperação internacional para fortalecer o turismo indígena”, representantes de governos e organizações discutiram a criação de condições favoráveis por meio de políticas públicas, financiamento, cooperação e fortalecimento institucional, com presença de Jean-Philipe Le Moigne (Destination Original Indigenous), Harris Whitbeck (Instituto de Turismo da Guatemala), Julliana Bettini (BID), Arianna Cevallos e Juliana Paula de Paiva Oliveira. O grupo concordou sobre a urgência de garantir participação de lideranças indígenas nas decisões em níveis municipal, estadual e nacional; no caso do Brasil, foi citado o trabalho para aprimorar mecanismos de financiamento voltados ao turismo indígena. O moderador Jean-Philipe também comemorou o espaço de debates e sugeriu que destinos expositores levem mais experiências prontas para comercialização para as próximas edições do evento.
Já em “Experiências autênticas através da voz do povo”, lideranças e representantes de iniciativas reforçaram o turismo indígena como caminho para que benefícios cheguem diretamente às comunidades e para que os próprios povos desenvolvam o turismo conforme seus desejos. Frank Antoine (World Indigenous Tourism Alliance) destacou a prioridade de cuidar das terras ancestrais e a importância de relações contínuas com comunidades e governos, com visão intergeracional.
Adrian Leonel Gomez Chimal, do Centro Ecoturístico Kíichpam Káax, associou o turismo indígena ao turismo de base comunitária e defendeu seu potencial de empoderar lideranças e gerar ganhos econômicos e sociais. Participantes também enfatizaram cooperação com poder público, iniciativa privada, academia e redes de turismo sustentável, além do incentivo para que profissionais se conectem diretamente com suas comunidades e construam projetos lado a lado, com resultados concretos e oferta turística estruturada.
Além da grade de capacitação, os três teatros também sediaram programações especiais: uma série de treinamentos oferecidos por destinos para Hosted Buyers e agentes de viagens, além das sessões de Speed Networking com influenciadores, Hosted Buyers e Membros do Buyers Club, reuniões estratégicas voltadas a acelerar conexões qualificadas dentro do evento. O programa “Agente Protagonista”, lançado neste ano, somou 25 painéis e palestras voltadas ao desenvolvimento dos agentes de viagens.
Edição por Rose Cecilia
17/04/2026
17/04/2026
17/04/2026
17/04/2026
17/04/2026
17/04/2026
17/04/2026
17/04/2026
17/04/2026
17/04/2026
17/04/2026
Contatos
São Paulo/SPNavegação
Home